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Tragédia de Mariana: com 201 mil clientes, ação internacional caminha para desfecho

processo internacional estimado em 5 bilhões de libras – cerca de R$ 25 bilhões – que a mineradora BHP Billiton sofre nas cortes do Reino Unido por ser uma das controladoras da Samarco, responsável pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 2015, pode ser julgado em novembro. Um salto, em termos de agilidade, se comparado com as ações nacionais que ainda se encontram em instrução e fases preliminares depois de quase quatro anos. As informações são de Tom Goodhead, um dos sócios do escritório de advocacia anglo-americano SPG Law, que representa os atingidos pela tragédia contra a mineradora multinacional.

De acordo com Goodhead, a ação relativa à tragédia do rompimento que lançou 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro naBacia Hidrográfica do Rio Doce já reúne 201 mil clientes. São pessoas que perderam moradias em Mariana e parentes – 19 pessoas morreram –, sofreram com a falta d’água e ficaram sem seus locais de culto, além de empresários e grandes indústrias que tiveram sua rotina e atividadesdesmanteladas devido a esse desastre.
“O episódio de Mariana (o rompimento da Barragem do Fundão) corre a favor das vítimas. Estimamos que o julgamento de jurisdição deverá ocorrer em novembro – última possibilidade de a ação sair da alta corte para as cortes da Inglaterra e do País de Gales”, disse Goodhead.
Segundo o advogado, a mineradora anglo-australiana não chegou a procurar os representantes legais dos atingidos para qualquer tipo de conversa ou de entendimento. “A BHP não ofereceu qualquer tipo de acordo alternativo à ação proposta pelo escritório. Acreditamos que esse tipo de proposta é mais provável de ocorrer após a audiência marcada para novembro, quando a jurisdição será determinada”, projeta Tom Goodhead.
Fonte: Jornal Estado de Minas
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